Ser mulher custa caro!

Uma constatação: produtos e serviços voltados para o público feminino são sempre mais caros do que os similares masculinos. A diferença de valor entre eles é conhecida com pink tax, a taxa rosa. É uma questão social, uma distinção criada pelo próprio mercado de consumo, que afeta cotidianamente a carteira das mulheres.
Segundo pesquisa da MPCC – ESPM (Mestrado Profissional em Comportamento do Consumidor), com apoio da InSearch, as mulheres desembolsam, em média, 12,3% a mais por produtos que podem ser idênticos àqueles destinados aos homens. Sim, você sente no bolso, baby! Especificamente em alguns serviços, a diferença é ainda mais marcante. Corte, escova, hidratação, depilação e manicure, por exemplo, pesam 27% a mais nos bolsos femininos. Quando falamos em vestuário, peças básicas como camisetas e calças jeans, a diferença fica em torno dos 17%. Mas, os armários femininos são mais amplos e complexos, repletos de uma diversidade de roupas e acessórios para todas as estações, não é mesmo? Na moda, o fast fashion, as novas coleções, estão focadas no público feminino. A indústria especializada sabe bem como suscitar o desejo de compra. E o que dizer sobre a infinidade de produtos de beleza? O Brasil é o terceiro maior consumidor! Há um assédio publicitário fortemente estimulador para o consumo de itens de beleza.
É fato: as mulheres dificilmente visitam um shopping e não compram nada, são atraídas por uma boa vitrine. Elas têm consciência de que usam mais acessórios e, culturalmente, investem em produtos para cuidados com o corpo, rosto, pele, cabelos etc.
Mas, como conviver com a taxa rosa ganhando salários, em média, 22% mais baixos para o desempenho da mesma função? A diferença salarial entre homens e mulheres registrada no Brasil é uma das maiores do mundo, apontam análises do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A diferença salarial aumenta quando se refere a cargos executivos, chega a mais de 50%. Mulheres ocupam apenas 37% das funções de chefia nas empresas. A situação fica mais desestimulante quando a nossa atenção se volta para o topo nas hierarquias de poder. Nas mais altas posições, nos comitês executivos, elas são apenas 10%.
As mulheres conquistaram muitos direitos, mas não concorrem em igualdade de condições com os homens, pelo menos não como em países mais desenvolvidos. Conte para a gente, baby, como você lida com essas diferenças?

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