ser feliz

Você acredita que pode ser feliz?

“Uma crença pode ser gerada pela nossa educação, por um trauma vivido, pelo meio social em que estamos inseridos. E ela pode ser tão forte, de maneira totalmente inconsciente, que “dirige”, silenciosamente, nossas vidas. Como? Por meio das nossas escolhas e da vibração que emitimos”. A explicação é da fisioterapeuta Frésia Sá, que realiza um trabalho de Saúde Integrativa com seus pacientes.
Segundo ela, aquela frase que diz “não acreditando ser impossível, foi lá e fez”, é a mais pura verdade: “tudo, absolutamente tudo que existe de inovação em nosso mundo foi criado por alguém que tinha uma vontade inabalável. Nem mesmo por crenças limitantes. O que nos acontece, muitas vezes? Desejamos fervorosamente algo, mas desacreditamos, na mesma medida, que seja possível. Ou porque não merecemos, porque “não é para nós”, porque é impossível”.
Frésia lembra que isso não tem a ver com ser a pessoa mais poderosa do planeta, mas apenas com ter o trabalho dos sonhos, fazer uma viagem bacana, trocar de casa, de cidade, casar, ter filhos, ou se separar para viver do jeito que sempre quis: “escolhas que são simples, precisam apenas do nosso desejo genuíno e de uma dose de coragem para empreender mudanças. Mas que são barradas, diariamente, porque não acreditamos que podemos ser felizes”, explica.
“Fomos ensinados a acreditar que a felicidade está lá fora, em algum lugar, e que viver seja perseguir essa sensação de plenitude que nunca chega. No meio do caminho, encontramos desafios, encruzilhadas, escolhas a serem feitas, que vão minando a crença de que é possível chegar lá. E, realmente, não é. Porque a felicidade não é um lugar ou um objetivo, é um estado de espírito, que começa, geralmente, com a capacidade de sermos gratos com o que já somos e temos”, revela a especialista.
Frésia lembra que, quando começamos a perceber a vida como uma infinidade de possibilidades e, em paralelo, iniciamos um trabalho para entender o que, em nós, limita a capacidade de ser feliz, acontece a grande mudança: “quais são suas crenças mais profundas? Quais delas são limitantes? Que traumas podem estar guardados no seu corpo e no seu inconsciente, impedindo você de viver plenamente e ainda trazendo dores e doenças inexplicáveis?”. Questionar-se, o tempo todo, pode trazer as respostas que tanto desejamos, mais cedo ou mais tarde.

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