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Meu mês sem refrigerante

Muita gente acha que os piores hábitos que alguém pode ter são fumar e roer as unhas. Eu já acho que o que cultivo, o péssimo vício de beber refrigerante, é um dos mais terríveis.

Não consigo me lembrar exatamente quando nosso relacionamento começou. É provável que tenha sido na adolescência e, nos últimos tempos, tornou-se um hábito muito intenso.

Eu estava tomando refri pelo menos 3 vezes ao dia. Tudo era motivo. Se eu estava cansada, queria um refrigerante. Nas refeições, refri. Ressaca? Claro que abria um refrigerante. Estava com um caso sério com a bebida.

Ao me dar conta disso, resolvi cortar esse excesso aos poucos e, em um momento, decidi parar de vez. Botei na minha cabeça que não é só pela dieta, mas sim para me alimentar melhor, ser mais saudável. Veja como foram minhas primeiras semanas sem refrigerante.

Semana 1

Quando você toma a decisão de cortar algo muito presente na sua vida, é fácil, no início. Falar que eu parei de beber refrigerante me ajudou bastante. Eu disse para minha família e para meus amigos, o que tornou a ideia mais real, além de fazer com que outras pessoas me ajudassem a cumprir meu objetivo.

A principal razão por eu ter parado é a certeza do quanto a bebida estava mexendo com meu corpo. Inclusive os refrigerantes sem açúcar, adoçados artificialmente, que são 200 vezes mais doces e possuem uma quantidade gigante de sódio. Alguns estudos, aliás, dizem que os adoçantes artificiais podem causar dores de cabeça, problemas digestivos e até câncer.

Eu esperava que parar com o refri iria me estimular a beber mais água. O problema é que eu nunca gostei muito, infelizmente. Por isso, comprei água com gás, para tentar me hidratar de forma mais adequada.

Uma grande parte do meu amor por refrigerante é a carbonatação – sim, as bolhinhas de alegria. Então, substituir pela água gaseificada funcionou.

Semana 2

Na segunda semana, eu precisei viajar a trabalho. Foi bom porque eu percebi que tinha mais vontade de tomar refri quando minha rotina não mudava. Era mais um aspecto do dia a dia. Logo, foi muito mais fácil evitar. Porém, eu tive desejo, é claro. Comprei várias garrafinhas de água com gás para matar a vontade e tentei convencer a mim mesma que quem bebe bastante água se preocupa mais com a saúde e tem mais qualidade de vida.

O dia mais complicado foi o retorno para casa. Eu tinha saído e tomado bebida alcoólica na noite anterior, então, me sentia desidratada e queria muito beber um gole enorme de um refrigerante bem gelado. Tomei muita água a caminho do aeroporto, mas quando cheguei ao avião, parecia que todos os passageiros estavam bebendo um refri.

Era como se cada um estivesse tentando sabotar minha meta. Foi sofrido, mas eu fui forte e me segurei.

Semana 3

Eles dizem que um hábito leva cerca de 16 dias para ser quebrado. Sejam quem forem “eles”, estão corretíssimos. Eu passei minha marca de 16 dias e notei que não estava tão ansiosa por um refri. Saí com a minha mãe para jantar e não pedi a minha ex-bebida favorita. Ela ficou impressionada!

É verdade que eu ainda não bebia 2 litros de água por dia, mas agora era esse líquido cristalino que acompanhava minhas refeições.

Eu estava bem, feliz, mas passei a comer muito mais doce. Provavelmente, porque consumia muito açúcar tomando refri. Quando me toquei, simplesmente, parei de comprar chocolates e balas. Os desejos ainda vinham, porém, diminuíram com o tempo.

Semana 4

Na quarta semana, pasme!, eu já nem me lembrava do meu querido refrigerante. Sempre que saia, pedia água com gás e acabei me acostumando a consumi-la. Fiquei tão orgulhosa de mim! O único deslize que cometi foi beber uma água gaseificada aromatizada e com sabor de limão, sabe?

Depois de um mês sem refrigerante, eu comecei a me sentir muito melhor. Observei que estava muito mais enérgica, meu sono passou a ter mais qualidade e parei de sentir o estômago inchado e dolorido.

O fato é que não posso dizer que nunca mais beberei refrigerante, mas me sinto feliz por ter conseguido me livrar de um mau hábito.

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